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歓迎

24 de novembro de 2011

14 - Por você...

Estava sentado ali há um bom tempo pensando em tudo que ocorrera desde 12 anos atrás, quando uma bela criança estava a nascer...
Antes mesmo que ela pudesse compreender tudo que se passava a sua volta, ela já era perseguida e observada. Principalmente observada.


- O que se passa D...? - perguntou se sentando à meu lado.
- Há 12 anos fui encarregado de cuidar de Sel, mas mesmo que você não me pedisse isso eu o teria feito, pois antes mesmo que ela chegasse a esse mundo eu já havia me afeiçoado a ela....


Lembrei-me a infância que ela passou tão só. Sem seu pai e na incerteza de se ainda tinha sua mãe... E logo depois sem seus avozinhos, como ela costumava dizer.


- Eu sempre estive ali tão perto e ao mesmo tempo tão longe... Mesmo com vontade de me mostrar e cuidar dela, eu não podia. Queria conforta-la em meus baços e dizer que estaria tudo bem... Que ela não estava sozinha que eu estava ali com ela.
- Eu te deixei uma tarefa difícil né?!


- Não, Lyli... Você não me deixou uma tarefa difícil. Quer dizer, você não me deixou tarefa alguma... Eu escolhi seguir os passos de Sel...


Por muitos anos eu vivi escondido apenas sendo sua sombra, até o dia que 'Ele' resolveu agir, e do mesmo modo, tive que agir também.A partir daquele dia, cada dia que passava perto dela, mais e mais e u me apegava á ela e pelo que pude notar, ela à mim.


- Quando tive que me despedir dela naquela tarde, foi como se uma parte de mim tivesse sido arrancada. - sorri melancólico.
- Então ele tirou... Sel é uma parte de você! - retrucou convicta.


Ela estava certa, Sel tinha se tornado parte de mim.


- Zavebe levou ela... Tentei ficar perto, mas fui impedida...


fiquei mudo ao comentário... Estava preocupado com aquilo...
De repente ouvi meu nome ser pronunciado. Uma... Duas... Três vezes... Eu sabia bem quem estava a me chamar.
Levantei de súbito.


- O que foi D...?
- É ela.


Foi a única coisa que eu disse antes de desaparecer em busca da dona daquela voz.


...


Estava praticamente inconsciente quando a encontrei. Deitada no chão... Tão gélida quanto o vento fio que estava a tocá-la.
Estava quase a ponto de dar as mãos a Morganna e seguirem abraçadas para o outro lado da Árvore.
As penas que me faziam parte se encarregaram de cobri-la, com cuidado, para que ela pudesse se aquecer. Ao fazê-lo ouvi-a pronunciar algo:


- Você... veio!


Disse com voz fraca permitindo que o cansaço vencesse logo em seguida.


- Sim, eu vim. - disse em seu ouvido mesmo sabendo que ela já não mais me ouvia.
Virei sempre que você me chamar. Farei tudo e qualquer coisa por você, sempre que precisar de mim.


Aconcheguei-a em meu abraço o mais forte que consegui e a carreguei para fora daquela fortaleza. Eu não sabia o que deveria fazer a partir dali. Não sabia para onde poderia levá-la.
Pensei em alguns possíveis lugares e um em especial me pareceu mais viável.
Eu sabia que eles viriam atrás de mim, pois as ordens para ficar longe dela foram bem claras. Meu único receio era que acontecesse algo a ela, de resto, eu não me importava com nada...
Sai o mais depressa que pude para chegar com ela em segurança, mas antes que eu pudesse chegar ao mesmo fui impedido de continuar.
Não tive opção a não ser deixa-la ali, claro, devidamente protegida.
Eu sabia que ela encontraria o caminho de casa sem precisar de ajuda... Ela já o encontrara uma vez.


...


- Pensei que você não ia voltar mais! - comentou impaciente.
- E pra onde mais eu iria se não aqui?! - respondi com certo desdém...


Ela apenas sorriu e me abraçou forte...


- Foi difícil chegar até ela?
- Não tanto quanto eu imaginava que seria.
- E onde ela está?
- Não pude trazê-la comigo. - suspirei derrotado...
Eles me seguiram e fomos atacados. Se eu continuasse com ela, poderia ter acontecido alguma coisa e bom, nós não queremos isso, portanto, fui obrigado a deixá-la no meio do caminho.
- Não, não queremos... - suspirou.
Onde você deixou ela?
- Na estrada... Perto do campo de Lírios Branco...
- Campo de lírios?! Porque por aquele lado e não por...
- Era a melhor opção! - interrompi.
- Será que ela consegue chegar aqui? Sozinha?
- Não duvide da capacidade dela... - sorri descontraído...
Vocês são muito parecidas... Igual em quase tudo... Principalmente quando se trata da parte emocional...
- Ela é emocional? - perguntou com desdém...
- Muito. Age sempre instintivamente e impulsivamente...
- Se ela é igual a mãe, então quer dizer que ela é boa... - respondeu ironicamente...
- Ela é... Tem muito potencial... Quando ela aprender a controlar tudo que ela já sabe e ainda vai saber, ela vai ser forte... Mais forte do que já é...
Se orgulhe bastante da filha que tem, pois ela é...


Minha voz se perdeu antes que eu terminasse a frase. Ficamos apenas a nos olhar
Tanto o meu, quanto o olhar de Lylian, era de aprovação... Admiração... E principalmente orgulho...


- Você gosta dela não é?! - disse quebrando o silêncio...
- Você me passou sua guarda desde que nasceu Lyli... Há tantos anos eu estou com ela, é natural que eu tenha me afeiçoado à ela... Então sim, eu gosto dela.
- Não se faça de desentendido D..., sabe do que eu estou falando.


Dei um longo suspiro e abaixei a cabeça... Eu sabia bem do que ela falava...


- Você acha que Sel é ela não é?!


Fiquei em silêncio por um tempo...


- Sel é diferente... Eu não sei explicar exatamente como isso funciona, sabe?! Eu só... - me perdi em minhas palavras...


Lyli sorriu e me encarou. Após algum tempo se levantou e seguiu em minha direção me dando um tapinha nas costas...


- Não se engane, ou não tente se enganar D... Se você sabe a verdade apenas siga  que você acha que é certo, ao invés de ficar tentando explicar algo sem explicação... ou tentando arrumar desculpa para algo que você deseja que seja verdade... Mas antes de qualquer coisa, tenha em mente sua posição em relação à essa situação. Afinal, você e ela são completamente diferentes... Vivem em mundos completamente diferentes...
... Eu só não quero que nenhum dos dois sofra...


Lyli se retirou me deixando a sós com meus pensamentos.
Eu realmente gostava dela, e não apenas de uma maneira simples... familiar... gostava dela bem além disso...
Eu não sabia explicar exatamente até onde ia esse sentimento. Mas eu sabia que era forte e intenso, e, além de tudo errado.
Sel era só uma criança, enquanto eu já tinha vivido tempo suficiente para ultrapassar seus antepassados... Eu nem era humano...
Mas o fato de Sel ser ela intensificava ainda mais aquele sentimento...
Eu já não raciocinava direito... Estava completamente perdido.




...




- Ela já foi? - perguntei...
- Sim... Eu disse à ela pra voltar...
Ela está realmente muito bonita... E crescida também...
- Eu te disse não foi... - sorri
E como foi o encontro com ela? Como ela reagiu?
- Foi ótimo... Ela ficou realmente surpresa quando soube quem eu era... Não acreditou que eu estava realmente ali...
- Ela sentiu muito sua falta...
- Ela ficou feliz em me ver, mas... mas quem ela queria realmente era você...
Várias vezes ela se perdeu em seus pensamentos te procurando pela praia, assim que se deu conta de onde realmente estava...


Fiquei calado... Abaixei a cabeça apenas escutando o que Lyli falava...
Após algum tempo calados, Lyli retomou a palavra.


- Foi você que entregou àquilo à ela?


Apenas balancei a cabeça negativamente, ainda sem olhá-la...


- Fui exonerado de meu cargo antes que isso acontecesse... - sorri ironicamente.
- Quem está com ela agora?
- Morrigan e Seb... - respondi de pronto...
- Hum... Aqueles dois ainda estão por aqui é?! E juntos?!
- Velhos hábitos não mudam...


Sorrimos em igualdade,provavelmente lembrando de uma mesma situação que envolvia os dois.


...


- Ela disse que não vai mais te procurar!


Me virei no mesmo instante voltando a encará-la... Me senti sendo apunhalado por aquelas palavras...


- Ela não que que você sofra.
Segundo ela, se ela te procurar 'eles' iriam atrás de você e te machucariam de novo... Ela não que que isso aconteça. Não que que você se machuque ou sofra por causa dela...
Então ela prefere te deixar, mesmo que isso a mate por dentro...


Abaixei a cabeça e não fui capaz de controlar uma lágrima que teimou em rolar por meu rosto...


- Ela realmente gosta de você. Ela te considera mais que qualquer um nesse mundo. Gosta de você mais do que qualquer outro e, principalmente, mas do que ela acha ou gostaria...


Me levantei e segui para a porta...


- Não vai fazer nada do que possa se arrepender ou magoá-la
- Vou apenas dar uma volta...


Desapareci pela saída antes que ela resolvesse dizer mais alguma coisa sobre Sel...
Precisava ir à algum lugar e ao mesmo tempo a lugar nenhum... Precisava apenas não pensar nela...
Era a única coisa que eu queria naquele momento...
Ou não...

1 de junho de 2011

13 - Tempo - parte 3 - Ocaso.



_ Mãe! É você mesmo?!

A abraçava o mais forte que eu conseguia. Não queria soltá-la nunca mais...
Depois de algum tempo abraçadas, nós nos separamos. Ela me olhou sorrindo e exugou algumas lágrimas em meu rosto.


_ Por que você tá' aqui? Por que não veio antes? Onde nós estamos? - fazia pergunta em cima de pergunta...
- Calma filha, calma! - sorria pra mim.


Ficamos caladas por um tempo apenas nos observando. Eu não conseguia acreditar no que estava acontecedo. Não conseguia acreditar que minha Mãe estava parada ali, na minha frente.


- Você está mais calma?

Fiz um sinal positivo com a cabeça.


- Você não lembra deste lugar Sel?
_ Não... Que lugar é esse?
-Tente reavivar sua memória... Você já esteve aqui antes.
_ Eu... já... estive aqui?!
- Sim... Pense um pouco...


Abaixei a cabeça por um instante tentando me lembrar... De repente, num estalo, uma imagem passou em minha cabeça. A mesma imagem que, momentos antes, me fez lembrar de tudo.

_ 'D'!

Ela sorriu e assentiu com a cabeça.


_ Eu estive aqui com 'D' não é?!

Ao dizer isso, lembrei-me dele.
Levantei-me num salto e com um movimento involuntário de cabeça, comecei a olhar ao redor procurando por ele.


_ O que foi filha? O que está procurando?

Parei e me virei pra ela. Abaixei a cabeça e uma enorme tristeza me invadiu. Apenas balancei a cabeça negativamente, como se disesse que não é nada.


- É ele não é?! Está procurando por 'D' certo?!

Olhei-a... Seu olhar era compreensivo.


- Se lembrou que o encontrou aqui e pensou se por um acaso, ele não estaria por ai em algum lugar...

Ao dizer isso abaixamos a cabeça e ela soriu...


- Ele está aqui! - disse ela com uma voz um pouco exitante.
_ O que? Como assim? 'D' ta aqui? - perguntei deixando a euforia me contagiar.
- Sim, ele está!
_ Onde? Posso vê-lo?


Fiquei esperando por um tempo sua resposta... Ela apenas me olhava... Eu já estava num estado buliçoso...

- Você gosta dele não é?! - perguntou de súbito.
_ Sim! - disse sinceramente.


Ela sorriu e me observou um pouco mais antes de continuar.

- Ele também quer ver você, mas temo que tenhamos dificuldade para fazer tal coisa.
_ Porque?
- Você sabe que ele recebia ordens para estar a seu lado certo?!
_ Sim. - respondi meio confusa
- Então sabe que a mesma pessoa que ordenou isso também o proibiu de se aproximar de você?!
_ Sim, eu sei. - disse me sentindo triste.
- Mesmo que 'D' esteja aqui e você também, existe algo que imposibilita a aproximação dele... Uma barreira... Uma barreira criada por causa dessa ordem.
_ Como assim?
- Ele não pode se aproximar de você mesmo que esse seja o desejo dos dois...
Quando ordenaram a ele pra se afastar, uma barreira foi lançada pra que tal ordem fosse cumprida. - seguiu-se silêncio...

Não depende só da vontade de vocês dois...
Não é impossivel quebrar essa barreira... Mas o fato dela existir, torna as coisas um pouco mais complicadas... Entende?
_ Sim... - disse e abaixei a cabeça. ...
- Sei o que ele representa pra você. Você o considera mais que a mim.
_ Não é isso... - Levantei a cabeça me fazendo encará-la, tentei interrompê-la...
- É sim Sel. E você sabe que é.


Fiquei muda... Apenas abaixei a cabeça me sentindo um pouco envergonhada.
Tanto ela quanto eu sabíamos que aquilo era verdade.


- Eu entendo filha, não se preocupe. Não estou chateada com isso.
'D' esteve presente na sua vida de uma maneira e por um tempo que eu jamais estive. É natural que isso aconteça.
Eu sei que seu amor por mim é verdadeiro, mas não vou ser insipiente a ponto de medir o que você sente por cada um. - sorriu amistosamente.



Sem que eu pudesse reagir, ela se levantou, segurou minha mão e me puxou para um abraço.

- Me desculpe filha! - disse ela baixinho em meu ouvido.
Me desculpe por tudo! Por todos estes anos de tristeza, decepção, solidão...
Me desculpe por nunca ter estado presente nos seus momentos importantes... Nos momentos felizes em que você queria compartilhar uma experiência... Nos momentos tristes que você precisava de alguém a seu lado pra dizer que tudo ficaria bem.
Me desculpe por nunca ter estado presente em sua vida pra ver o quanto cresceu e se tormou inteligente... esperta... Pra conhecer seus amigos... Pra tirar suas dúvidas... Pra compartilhar uma descoberta... Pra te por na cama e te dar um beijo de boa noite...
Me desculpe por toda dor que te causei todos esses anos... Me desculpe por ter te abandonado!


Ao dizer isso, a única reação que tive foi apertar meu corpo contra o dela no mais forte abraço que eu poderia dar em alguém, para que ela soubesse que estava tudo bem.
Para que ela soubesse que eu não via problema no fato de que ela não conhecia meus amigos, ou que nunca tinha me contado uma história sentada ao lado de minha cama, ou por não estar lá pra me ajudar a lenvantar quando eu caia.

Para que ela soubesse que o fato de ela não ter estado presente quando eu estava me sentindo triste ou me sentindo feliz, naquele momento não importava.
A única coisa que importava realmente naquele momento, é que ela estava ali comigo.
Que finalmente eu podia abraçá-la... Sentir seu cheiro... O calor do seu abraço...


_ Eu Te Amo Mãe!

Foi tudo o que ela precisou ouvir para deixar-se levar pela emoção.

Após muitos minutos ali abraçadas fortemente, ela se sentou na areia. Me sentei a seu lado e dei-lhe um sorriso enquanto secava suas lágrimas...

Em seguida, apenas deixei que meu coração me guiasse... Deitei em seu colo...

Pude sentir a tensão que percorreu seu corpo... Ela não esperava que eu tomasse tal atitude... Mas aceitou...

Passou a mão de leve em meus cabelos e começou a acariciar... Fechei os olhos e relaxei... Fique apenas aproveitando a sensação boa que aquilo trazia...


_ Por que foi embora?

Foi uma pergunta mais inesperada do que minha atitude de antes, e ela se surpreendeu bastante, mas não parou o que estava fazendo, apenas suspirou fundo.


- Tive um problema... Com uma certa pessoa... Logo depois que seu pai faleceu.
Eu estava sozinha... Fiquei com medo do que poderia acontecer depois... de tentarem fazer algo... com você... Por isso fui embora.
Mas eu não podia mantê-la junto a mim, afinal se me encontrassem, chegariam até você.
_ Por isso me deixou aos cuidados daquele casal?
- Sim, foi por isso.
Aquele casal já me conhecia a bastante tempo... Eles conheciam minha história... sabiam de tudo que estava acontecendo.
E sabendo o que poderia acontecer, se ofereceram pra ficar com você... Dessa maneira, mesmo que eles me encontrassem, não chegariam até você.


Ficamos em silêncio por um tempo...


- Antes de ir embora pedi a um "amigo" pra cuidar de você. Pra que seguisse seus passos e não permitisse que nada de ruim acontecesse à você.
Ele me prometeu... E cumpriu.
Conforme o tempo passava, ele te observava... Sempre te observou, onde quer que você estivesse... E dessa maneira eu podia saber como você estava.
_ A senhora pediu a alguém pra me seguir?
- Observar... Seria mais adequado.
_Quem? Quem é esse amigo?
- Esse amigo...
Esse amigo é o 'D'! - suspirou.


Meu coração saltou... Não pude deixar de me surpreender.

Me virei pra ela no mesmo momento, mas ainda deitada... Encarei sua face pálida.


_ O 'D'? Como assim? - perguntai incrédula.

Ela me sorriu levemente...


- Conheci 'D' há muito tempo... Tinha mais ou menos sua idade. Ele sempre me ajudou quando precisei.
Na verdade "conjurei" 'D' exatamente para esse fim. Mas conforme o tempo passava, as coisas mudaram...
Passamos por muita coisa juntos, e de servo, 'D' passou a ser um amigo querido.
Quando você nasceu, ele meio que se tornou seu guardião particular por vontade própria.
Criei ele da maneira que ele é hoje pra você. Pra cuidar de você.
Ele sempre esteve de vigia no meu lugar. Ele sempre me trouxe notícias suas... Me contava como você estava... Me falava o quanto tinha crescido... Dos amigos que tinha feito... Das suas descobertas... Das travessuras que aprontava junto com os outros...
Mesmo não estando perto de ti, sempre soube o que acontecia.
Ele sempre foi sua sombra...

Mas ai 'aquela' pessoa começou a desconfiar. E a frequencia com que eu me encontrava com 'D' começou a declinar. Cada vez nos viamos menos...
'Ele' estava desconfiado de quem você era. Estava desconfiado de que você era a minha filha, e nesse momento pedi a 'D' que se mostrasse. Que se apresentasse a você.
E ele faria isso sem que eu pedisse. Assim seria mais fácil proteger e guiar você.
Mesmo que 'D' ainda estivesse recebendo ordens dele.
_ Recebendo ordens dele? Dele quem?
- Recebendo ordens da mesma pessoa com quem me desentendi. - disse ela olhando fixamente para o medalhão em meu peito, que ela parecia não ter visto até agora.


Eu fiquei completamente pasma com a resposta...

_ Então 'D' trabalha pra alguém que quer te fazer mal e pra você ao mesmo tempo?
- Pode se dizer que sim. Assim ele pôde ficar perto de você...
_ Mas dessa maneira ele não tá' correndo perigo?
Quero dizer, e se essa 'tal' pessoa descobre que ele te 'ajuda'?! Ele poderia chegar até você também...
- Sim ele poderia... E sim é um risco que ele corre...
Mas entenda que isso foi uma coisa que ele escolheu fazer... E de certa forma foi isso que aconteceu.

_ Como assim?
- O fato dele ter sido afastado de você. Estão desconfiados que 'D' esteja a trabalho pra outra pessoa, e que essa outra pessoa tenha algum tipo de ligação com você.
_ E se 'ele' confirmar isso? O que vai acontecer? O que acontece com 'D'? O que acontece... com você?
- Isso eu não sei.
Só sei que agora que ele encontrou vocês, ele não vai pemirir que nada atrapalhe isso.
_ Vocês? Como assim encontrou vocês?


Ela se calou por um momento e respirou fundo. Seu rosto tinha traços de preocupação.

- É Sel... Vocês.
Você não é a única pessoa que ele quer. E sinceramente acho que ele já conseguiu encontrar o último.
_ Atrás? Último? Do que está falando Mãe? Quem está atrás? Pra que?
- É complicado filha... Isso é algo bastante complexo...
É algo grande.. Maior que sua compreensão neste momento.
_ Quem é "ele"?


Ela sorriu e se ateve ao silêncio... Após alguns minutos retomou.


-Prometo que um dia te conto tudo... Um dia... Não hoje.
_ Mas...
- Ainda não é a hora. - disse ela num tom que dava a entender que era o fim daquele assunto.
_ Tá... Tudo bem então... - tive que concordar.



Nos silênciamos... Fechei brevemente os olhos e repassei mentalmente todo aquele assunto...

_ Não vou mais poder vê-lo não é?
- Como eu disse antes vai ser um pouco compli...
_ Não é disso que eu tô falando. - disse balançando a cabeça... - Mesmo que descubra uma maneira de 'quebrar' essa barreira... Eu não vou poder vê-lo... Por que se eu fizer, alguém pode descobrir e...



Não consegui terminar a frase... Pus as mãos sobre o rosto numa tentativa inútil de conter minhas lágrimas... Ela me abraçou...

- Vai ficar tudo bem! Ele é forte e esperto...

Após alguns minutos, retomei o controle de mim.

_ Vou te ver de novo?
Enquanto sorria fez um sinal positivo com a cabeça.

- Não vou mais te deixar só...
_ Promete?
- Sim... Eu prometo... Não te abandonarei de novo...
Mesmo que demore um tempo, vou arrumar uma maneira de chegar até você de novo.


Sorrimos ao mesmo tempo...

- Agora você tem que ir.
_ Ir? Já? Não posso ficar um pouco mais?
- Sabe que não... Você já ficou tempo demais...
Tem que voltar. Logo nos veremos de novo...


Levantei-me.
Neste momento pude perceber que o dia estava chegando ao seu fim.
Olhei para o mar à minha frente e me deixer seduzir pela cena que vi.

O sol estava mergulhado no mar, quase completamente submerso, tingindo suas águas azuis num vermelho sangue... Uma cena espetácular.


- Sabe como voltar não é?!
_ Sim... Acho... que sim...


Desenrolei uma correntinha com uma pequena medalinha, que estava em meu pulso. Me aproximei dela e pus a correntinha em seu pescoço.


_ Era da Vovó... Ela me deu antes de... bem... partir?! - disse à ela...

Uma lágrima rolou em seu rosto... Novamente demos um longo e proveitoso abraço.
Dei um beijo em seu rosto e fique a observar ela se distanciar até desaparecer.

Novamente olhei aquela cena... Os últimos raios do sol...

Fechei os olhos e comecei a contar...
Como mágica, tudo foi se modificando...
O som da água... do vento... os últimos cantos dos pássaros... a sensação da areia massageando meus pés... Tudo foi desaparecendo... um após o outro... Até ficar apenas o silêncio total.
10... Abri os olhos... Estava tudo escuro... Demorei a identificar onde eu estava...
Após alguns minutos pude perceber que se tratava da enfermaria... Estava deitada em uma das camas na Ala de recuperação...
Percebi uma sombra negra ao lado da cama... Estava sentada em uma cadeira com o corpo desfalecido apoiado sobre a cama...
Segurava minha mão...
Era Thaís...
Sorri e me permiti dormir um pouco mais...






31 de maio de 2011

13 - Tempo - parte 2 - Um caminho chamado Destino!!


Estava a um bom tempo sentada ali, esperando algo - que eu não sabia o que - acontecer.
Eu tinha esperança que alguma luz iluminasse minha mente e eu finalmente decidisse por qual caminho seguir...

Estava completamente perdida... Não conseguia lembrar como havia chegado ali... Só sabia que não dava pra pedir ajuda a alguém, pois
não parecia existir ninguém ali...
Eu estava sozinha, em um lugar que eu não conhecia, sentada no chão entre 2 caminhos...
A noite estava caindo devagar e eu sentia frio... fome... me sentia só...
Estava cansada, machucada... Abandonada.

...

A noite já havia se findado a um bom tempo... A lua enorme, brilhava forte acima de mim... Senti minhas pernas vacilarem por um instante, afinal, estava caminhando por horas...
Tinha me decidido pelo caminho da esquerda... Parecia menos complicado, apesar da estrada bastante castigada...

Depois de um longo tempo de caminhada, sentei-me um pouco pra descansar... A essa altura, já não conseguia mais ver a lua...
...
Eu estava tão exausta que já nem lembrava mais quem era... de onde eu vinha... ou porque estava ali... Não lembrava nada de mim...
O campo no qual eu me encontrava, estava estranhamente triste... Vazio...

Deixei meu corpo se sentir no luxo de deitar-se sobre aquele enorme tapete verde...
...
Fiquei por algum tempo daquele jeito... Aproveitando a leve brisa que soprava, enquanto eu observava as últimas estrelas, que ainda brincavam no céu, desaparecerem... Em seu lugar, borrões amarelo e vermelho se misturavam numa dança única ao apontar dos primeiros raios do sol, naquela imensidão azulada...
Fechei os olhos e aproveitei...
O vento tocando meu rosto... O som dos pássaros bem ao longe, começando a anunciar o novo dia que estava a começar... O barulho da água batendo nas rochas...
Ao me dar conta deste último, levantei-me rapidamente e me pus a procurar o local exato da origem daquele som...
Lá estava! À minha frente uma
imensidão azul... Só agora eu conseguia ver o que a lua tinha me escondido...
Juntando as últimas forças que me restava, corri em
direção aquele gigante... Com muita dificuldade e muitos tropeços consegui alcançá-lo...
A água brincava feliz ao encontrar as pedras...
Caminhei em sua direção.
Ao ter
contato com a água, senti uma dor que me fez recuar e olhar para meus pés... E só neste instante me dei conta que, durante todo o caminho que segui, eu estava descalça e por esse motivo, meus pés estavam cortados... machucados...
Apenas sorri para aquela cena... Novamente caminhei de encontro às águas...
As poucos
não senti dor... Apenas aproveitei a sensação boa que meu corpo estava tendo conforme ia entrando mais profundo na água... Por fim, me deixei afundar e aproveitar o mergulho por completo...
Naquele momento não me importava com mais nada...
Sai da água com dificuldade por conta do peso que aquele longo vestido azulado ganhara ao entrar em contato com o mar...
Caminhei até a rocha mais próxima e me sentei... Fechei os olhos.
Apenas me deleitei com o momento...
Senti uma sensação estranha... um frio percorreu minha espinha... Abri os olhos e me virei.

_ Você?! - disse confusa... - Quem é você?!


Um rosto estranhamente familiar.
Um enorme sorriso me foi dado... Caminhou em minha
direção e se sentou a meu lado...
Não me olhou... Seu olhar estava voltado para o horizonte à sua frente... Fiquei encarando seu rosto por um longo tempo, até ter coragem para falar algo...


_ Onde estou? Que lugar é esse?

Não respondeu... Continuou apenas focando o horizonte... Abaixei a cabeça e fechei os olhos por uns segundos...
Neste momento, várias cenas invadiram minha cabeça...
Me vi numa mesma situação...
Sentada na praia ao lado de alguém... Mas quem? - me perguntei...
Um rapaz. Rosto sereno, sorriso tranquilo... Ele me olhava... Seria um amigo?... Não sei... Quem é ele?
Disse algo... Um nome...

Pronuncie sem pensar ao mesmo tempo que ele...

_ 'D'!

Ao dizer isto, minha mente foi inundada com lembranças...

O Orfanato... meus amigos...
Seb e Morr... Tudo que acontecera com 'D' naquele dia... E tudo que havia acontecido antes que eu me visse parada entre aqueles 2 caminhos...
Automaticamente
meus olhos se voltaram para meus pulsos... Aqueles furos...
Me senti tonta... enjoada... com todas aquelas lembranças de uma só vez...
Novamente fechei os olhos e respirei fundo... Levantei a cabeça e encarei seu rosto... Seus olhos já estavam pousados sobre mim...

- Se lembrou do que aconteceu não é?!

_ O que... Como... Eu... - não consegui formular uma pergunta...
- Primeiro tente se acalmar... Depois pergunte...


Respirei fundo novamente...
Com os olhos fechados por um momento consegui me acalmar um pouco...


_ Quem... é... você? - consegui perguntar finalmente.


Sorrindo pra mim, me respondeu docemente...

- Sou... Lilyan!

Perdi a respiração no mesmo momento...

Meu coração deu um salto dentro do peito... Não acreditei no que ouvi...

_ Como? O que disse? - perguntei sem esperar realmente uma resposta.

Após algum tempo apenas encarando-a ela se aproximou um pouco mais de mim e me abraçou ternamente... Neste
momento criei coragem pra dizer, já com lágrimas em meus olhos...

_ Mãe!






30 de março de 2011

13 - Tempo - parte 1 - Salve-me.

(music on http://www.youtube.com/watch?v=_JQiEs32SqQ)


A lembrança de seu rosto triste me fez querer voltar novamente àquele lugar.

Vê-la indo daquela maneira foi a pior coisa que poderia me acontecer.

Ele havia conseguido. Finalmente me separou dela... Prometi que sempre estaria por perto para vigiá-la... para cuidá-la...
Sim eu prometi! Jurei àquela pessoa que jamais me afastaria de Sel...

Será que minha palavra não conta mais?! Será que até mesmo eu estou perdendo a fé em mim?!


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Pensei que acordaria pior naquela manhã... Afinal aquilo que aconteceu na noite anterior foi no mínimo "estranho"...
Beijar "D" daquela maneira, na frente de pessoas que eu nem conhecia, e depois sair correndo... humpf... É bem típico de mim mesmo...

- O que será que ele está fazendo agora?! - pensava comigo...

...

Estava cedo ainda... Com exceção às Irmãs, ninguém havia acordado ainda. Me espreguicei uma vez mais antes de levantar.
Lavei o rosto, tomei um banho demorado, me troquei e fui até a cozinha...

_ Bom dia Irmã Dulce!
- Bom dia Sel... Acordou cedo heim?! Como está?
_ Bem! (menti...) E a Senhora?
- Estou bem minha filha... Precisa de algo querida?
_ Não Senhora. Só vim ver se precisam de ajuda.
- Ah... Agradeço a boa vontade mas, não... Está tudo sobre controle por aqui... - brincou ela...
_ Tudo bem então... - sorri e me retirei.

Fui em direção a enfermaria ver se Élis precisava de algo, mas ela não estava.
...
Minha mente começou a se perguntar sobre tudo aquilo que acontecera... Todas aquelas coisas... Perguntas em cima de perguntas se formavam em minha cabeça... Infelizmente não havia nenhuma resposta.
Eu precisava me ocupar... Mas com o que?!
...
A sensação estranha que aquele metal frio sobre meu peito trazia me fazia lembrar de seu rosto...
Lágrimas nasceram em meus olhos sem que eu me desse conta...
Ele tinha se tornado a pessoa mais próxima a mim e talvez a mais importante também... Novamente aquela sensação de vazio... Novamente orfã!
...
Eu não estava prestando muita atenção em nada a volta, então não sei dizer se apenas pensei ou se realmente disse isto, afinal sua voz soou como se estivéssemos discutindo sobre aquele assunto.
... Não dei atenção para seu comentário, apenas continuei com meus pensamentos em silêncio. Novamente ela interferiu...

- Isso não é verdade Selene! Sabe disso não é?

Olhei-a com o canto dos olhos e continuei em silêncio. Sentei-me num canto qualquer... Ela se achegou a mim...

- Você não está sozinha! - disse puxando meu rosto para que eu a olhasse...

Tentei dizer algo... Em vão... ela continuou a me olhar.
Seus olhos extremamente negros me davam a impressão que estavam a invadir minha alma... Assustadores...
Estava completamente hipnotizada. Mergulhando num poço sem fim, de águas negras e turbulentas. Segurei suas mãos... mãos frias... elétricas...

_ O que vai acontecer agora? O que vai acontecer com ele?

Ela me sorriu... um belo sorriso...
Alguma mexas de cabelo caíram sobre seu rosto quando, num movimento rápido, ela olhou pro' lado.

- Seja o que for que acontecer, não se preocupe, nós estaremos aqui... com VOCÊ. E quanto à ele... - fez uma breve pausa seguida de um sorriso que foi acompanhado por ela, quem terminou a frase...
- Ele dá um jeito. Ele vai voltar antes que você perceba!... Ele é tão teimoso quanto você, e além do mais, ele não quebra promessas...

Eles sorriram novamente... Um sorriso de satisfação... Orgulho...
Sorri pra eles abaixando a cabeça e em seguida não conseguindo me conter...
Ele me abraçou forte e ela segurou minhas mão amistosamente... Talvez não fosse assim tão ruim... Nada é tão ruim que não mereça uma chance de se provar bom! Não custava nada...
Levantei a cabeça de repente, e me soltando de seu abraço corei levemente enquanto me afastava de seus olhos...

_ Ah, bem... É que eu não sei bem como dizer... err... Me desculpe?! - suspirei profunda e lamentavelmente...
- Desculpar? Pelo que? - perguntou ela confusa.
_ Err... É que eu não lembro... - fiz uma longa pausa e virei o rosto com vergonha - ... Não lembro o nome de vocês! - abaixei a cabeça.


Eles gargalharam gostosamente... Me senti cada vez mais envergonhada...

- Nós já esperávamos que isso aconteceria... - disse ele fazendo uma breve pausa e sentando-se à minha frente...
Eu sou Seb - disse pondo a mão em seu peito - ... e ela é Morr - apontando para a morena...
_ Hum.. Tá'... E eu sou Se... - abaixei a cabeça e sorri...

É claro que eles sabiam quem eu era...


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Me despedi deles e entrei... Na certa os outros já me aguardavam no refeitório...

...

Aconteceu de repente... Estava passando enfrente a enfermaria... A porta estava parcialmente aberta... Além de Élis havia outra pessoa... um homem... Já de idade...
Ele se virou e me encarou... Parei...


...


Tudo a meu redor começou a se mover lentamente até o momento em que eu não consegui mais identificar absolutamente nada dali...
Senti alguém tocando meu braço, me virei e ali na minha frente estava parada uma mulher... Muito bonita... Cabelos longos, castanhos... Um sorriso encantador... Olhos extremamente bondosos... Mas não sabia quem era... Ela sorria pra' mim... Sorri de volta...
...
Ouvi passos à minhas costas e me virei... Ele estava caminhando em minha direção...
Aquele Senhor que estava na enfermaria conversando com Élis... Ele também sorria... Mas seu sorriso me assustava..

- Finalmente pudemos nos encontrar, Selene... Lowz! - disse ele abrindo ainda mais seu sorriso...

Olhei com o canto dos olhos prá' trás, mas a tal moça não estava mais lá...

_ Quem é o Senhor? - perguntei receosa dando alguns curtos passos pra trás...
- Sou ....!

Eu não consegui ouví-lo... Muitos sons começaram a se misturar e eu não conseguia entender nada que ele falava... Seus lábios se mexiam, mas não saia som algum...

_ O que?! Perdão, não consigo entender o que diz...

Comecei a me sentir muito tonta... Um cheiro forte tomou conta do ar... Algo como flores e fumaça... Mas era extremamente enjoativo... Meu estômago começou a girar... Senti que desmaiaria a qualquer momento...
Olhei pra' seu rosto e ele estava distorcido... Comecei a dar longos passos pra' trás... quase que correndo... Senti meu corpo querer queimar...
Parei e olhei à minha volta... tudo estava distorcido e eu não conseguia identificar onde exatamente eu estava...

...

Após algum tempo correndo por ali, vi novamente aquela moça... Ela estava parada em frente a algo que parecia um portal... Mas onde ele levaria era a questão... Apressei meus passos até ela...

_ Onde... Onde eu estou? - percebi que minha voz saiu estranha...

Ela me olhava séria... Me empurrou por através aquele portal, que dava lugar há um grande pátio... Cai de joelhos... Aos pés de alguém... aos pés daquele Senhor...
Ele estava ainda mais assustador...
Segurou meu braço com força e me levantou... Começou a me puxar com muita pressa e nenhuma delicadeza...
Comecei a gritar e percebi que minha voz não saia...
Paramos em frente a um porta... De uma salinha mal iluminada... Ele me empurrou com força pra' dentro dela... Vi seu sorriso 'macabro' desaparecendo enquanto a porta se fechava e ele desaparecia por trás dela... Ouvi um clique de tranca...
Nesse momento o desespero tomou conta de mim...

...

Não conseguia ver absolutamente nada em meio aquele breu...
Me arrastando pelo chão comecei a apalpar as coisas a procura de algo que pudesse me ajudar... Me apoiei na parede para levantar...
Senti algo tocando minha perna... Soltei um grito rápido pelo susto, mas logo me contive tapando com a mão a boca...
Fiquei estática agarrada a parede...

...

Comecei a dar tapas na porta implorando por ajuda...

_ Socorro!!!
Alguém...
Por Favor alguém me ajude!!

Já tinha perdido a noção de tempo a essa altura... Não sabia à quanto tempo eu estava ali batendo naquela porta e pedindo ajuda... Mas sabia que estava totalmente desgastada...
Me virei dando as costas a porta e me encostei na mesma... Após alguns segundo deixei que meu corpo, já vencido pelo cansaço, deslizasse devagar indo de encontro ao chão... Me deixando deitar em seguida...
Comecei a chorar... Estava com frio... Não conseguia enxergar nada... E aquele cheiro estava me matando...

_ Alguém me ajuda por favor... -disse já quase num sussurro entre lágrimas...

Pus as mão sobre o rosto, num movimento involuntário de tapar os olhos... Como se quisesse escondê-los...

...

Algo segurou com força minhas mãos... Comecei a ser puxada... Arrastada pelo chão como algo qualquer, enquanto me debatia tentando me libertar... Senti meus pulsos sendo furados como se houvessem garras ao invés de unhas comuns...
De repente parou...
Eu não tinha força suficiente sequer para levantar, de modo que permaneci deitada e com os olhos fechados...

...

Alguém chamou meu nome... Uma voz feminina, seguida de uma masculina...
Eu não podia vê-los, mas minha mente sabia de quem se tratava e que estavam perto...
...
Inconscientemente chamei por ele... O chamei... de novo e de novo... Pedia para que ele me ajudasse... que me tirasse dali e me levasse de volta... Para que ele me abrasasse e não me soltasse mais... Para que ele nunca mais saísse do meu lado... Chamei seu nome... Lembrei do seu rosto, sempre tão calmo... Me fez acalmar também...
Senti algo se por sobre meu corpo... Como se fosse um véu...
Consegui sorrir e dizer uma última frase antes de deixar minha mente cair na escuridão...
- Você veio!!



2 de março de 2011

Pensamentos... Acontecimentos... Pausa...


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Thryzza...