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歓迎

6 de fevereiro de 2009

2 - Rumo a liberdade...




"AQUELE DIA NÃO ERA DOS MAIS AGRADÁVEIS. FAZIA EXATAMENTE 8 ANOS QUE ESTAVA ALI. ERA UM PESADELO SEM FIM, MAS... MEU AZAR COMEÇOU A MUDAR!!"


Mais ou menos um ano após meu nascimento fui deixada na casa de um casal de senhores por minha mãe. Esse casal cuidou de mim por um tempo, aproximadamente três anos, até que o tempo resolveu fazer seu trabalho.
Não o culpo por ter feito seu papel, mas preferia que não o tivesse feito.

Após isso, fui levada a um abrigo para crianças onde permaneci por uns dias até ser levada aquela instituição. Era uma instituição 'religiosa'.
Um grande casarão antigo... Suas paredes eram feitas de pedras encaixadas - um trabalho que dever ter levado uma década para ser concluído - e pintadas de branco.
O 'Orfanato' era cercado por água e grandes árvores... Era uma espécie de ilha, ou algo do tipo.
Tinha três grandes amigos ali... amigos para qualquer momento... amigos que aprendi a amar. Nos ajudávamos a superar a falta de uma família verdadeira... Seus nomes: Thaís, Gustavo e Ebert.

Thaís foi a primeira que conheci... Foram quatro anos depois de minha chegada. Seus pais haviam falecido em um acidente e como ela não tinha parentes que procediam ali, teve que morar nessa instituição. Logo que ela chegou fui falar com ela... dar as boas vindas. Ela estava completamente deslocada, mas não demorou muito até que se sentisse à vontade. Éramos da mesma idade, daí a aproximação rápida eu acho...

Algumas semanas depois foi Ebert que chegou ali. O mesmo caso que o de Thaís, ficara órfão após um acidente. Ebert era dois anos mais velho que Thaís e eu.
Pelo fato de ser mais velho e de ser menino, nossa aproximação demorou um pouco mais.

Aproximadamente um ano após a chegada de Ebert, foi a vez de conhecermos Gustavo. Não sabíamos o que havia ocorrido com sua família, só sabíamos que fora encontrado vagando pelas ruas.
Com Gustavo a aproximação se mostrou mais fácil. Logo no primeiro dia.
Fomos até ele lhe dar boas vindas... Em particular fazia isso toda vez que alguém chegava ali.
Logo começamos a conversar e brincar um com outro... sentávamos juntos no refeitório, nos momentos de lazer estávamos próximos fazendo atividades juntos... A partir daí, Ebert começou a aproximar-se...

Foi nascendo uma amizade que duraria muito tempo... Eu pensava assim na época, e assim se provou.






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